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Como funciona o inventário após o falecimento: entenda etapas, prazos e custos

Entender como funciona o inventário após uma perda pode ser uma tarefa difícil e cheia de dúvidas. Afinal, muitas vezes esse tópico só é abordado em momentos de luto, enquanto a família cuida de despedida e documentações.

De modo geral, o inventário é o procedimento que identifica bens, direitos e dívidas para regularizar a sucessão. Como sua necessidade depende do patrimônio e das circunstâncias familiares, conhecer os caminhos, prazos e custos ajuda a organizar as providências necessárias.

Nesse conteúdo, explicamos como funciona o inventário, modalidades judicial e extrajudicial, etapas, possíveis custos, prazos e consequências de não regularizar a sucessão.

O que é inventário e como ele funciona?

O inventário é o processo de identificação de bens, direitos e dívidas deixados por uma pessoa falecida para regularizar a sucessão. Nele, são levantados patrimônio, obrigações e parcela que cabe a cada sucessor, conforme as regras aplicáveis.

Esse conjunto de bens, direitos e obrigações recebe o nome de espólio. Durante o inventário, ele é administrado e representado pelo inventariante, pessoa nomeada para assumir essa responsabilidade, que deve preservar os bens e prestar contas de sua gestão.

Já os herdeiros participam da identificação do patrimônio e da partilha, de acordo com o testamento, com assistência de advogado ou defensor público, quando atendidos os critérios da Defensoria.

Veja um exemplo prático: se um falecido deixa um imóvel, saldo em conta bancária e dívidas, todos esses elementos precisam ser considerados. Assim, as obrigações são levantadas e analisadas para definir o patrimônio disponível à partilha, respeitando os limites da herança.

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Quais são os tipos de inventário e os prazos?

Existem dois tipos, ou formatos, de inventário: pela via judicial ou extrajudicial, conforme as características da sucessão. Entenda como cada tipo funciona:

  • Inventário judicial: tramita perante o Poder Judiciário, sendo necessário quando há conflitos ou questões que exigem decisão judicial;
  • Inventário extrajudicial: é realizado por escritura pública em cartório, observados os requisitos legais, com assistência de advogado ou defensor público.

Porém, a escolha entre essas modalidades depende da situação da família e do patrimônio deixado.

Quanto tempo demora para sair um inventário após a morte?

O artigo 611 do Código de Processo Civil estabelece a abertura do inventário em até dois meses após o falecimento e a conclusão nos 12 meses seguintes, com possibilidade de prorrogação pelo juiz.

Mesmo assim, essa previsão não garante uma duração fixa. O tempo efetivo depende de critérios como:

  • Modalidade;
  • Documentação;
  • Consenso entre os envolvidos;
  • Andamento do processo, no modelo judicial;
  • Regularização dos bens e das questões tributárias.

Enquanto as questões patrimoniais seguem com os profissionais responsáveis, o plano funerário pode apoiar a família na organização da despedida e nas providências administrativas imediatas após o falecimento.

Quais são as etapas do inventário?

As etapas envolvem identificar o patrimônio, regularizar obrigações e formalizar a partilha. Porém, elas seguem procedimentos diferentes na Justiça e no cartório, e também no tipo de inventário.

Etapas do inventário judicial

O Código de Processo Civil organiza o procedimento judicial, que inclui:

  1. Assistência jurídica e abertura: apresentar o pedido e os documentos iniciais;
  2. Nomeação do inventariante: definir o responsável pela administração do espólio;
  3. Primeiras declarações e citações: informar herdeiros, bens e dívidas e chamar os interessados ao processo;
  4. Avaliação e obrigações: apurar valores, tratar dívidas e cumprir exigências tributárias, incluindo o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação);
  5. Partilha e registros: conferir as declarações finais, definir a divisão e obter a decisão e o formal de partilha, que é o documento oficial da divisão dos bens, para os registros.

Etapas do inventário extrajudicial

Conforme a Resolução nº 35 do CNJ, o procedimento em cartório envolve:

  1. Assistência jurídica: verificar os requisitos e reunir documentos;
  2. Levantamento patrimonial: identificar bens, direitos, dívidas e respectivos valores;
  3. Regularização fiscal: atender às exigências tributárias aplicáveis;
  4. Escritura pública: formalizar o inventário e a partilha;
  5. Registros: apresentar a escritura aos órgãos competentes para regularizar os bens.

Quanto custa fazer um inventário?

O custo de um inventário depende do patrimônio, do estado, da modalidade escolhida, da complexidade da sucessão e dos profissionais envolvidos. Por isso, o orçamento deve considerar cada despesa:

  • ITCMD: imposto estadual sobre a transmissão por herança. Segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, a alíquota paulista é de 4% sobre a base de cálculo, considerando hipóteses de isenção;
  • Honorários advocatícios: variam conforme o profissional, a complexidade e a modalidade do inventário;
  • Emolumentos de cartório: cobrados pela escritura no extrajudicial e pelos registros necessários, conforme as tabelas aplicáveis;
  • Custas processuais: despesas do procedimento judicial, ressalvadas as hipóteses de gratuidade;
  • Outras despesas: emissão de documentos, avaliações e regularizações necessárias ao caso.

Quem paga os custos do inventário?

Os pagamentos podem vir do espólio ou dos interessados na sucessão. No extrajudicial, a Resolução nº 35 do CNJ prevê o levantamento de valores pelo inventariante para pagar despesas do procedimento. Porém, o advogado deve avaliar quem responde por cada obrigação e como organizar os pagamentos.

O que acontece se os herdeiros não fizerem inventário?

Não fazer o inventário pode dificultar a transferência e a administração dos bens, além de gerar consequências tributárias e jurídicas. Isso afeta providências como registrar um imóvel em nome dos herdeiros, transferir veículos ou acessar valores em contas bancárias.

Segundo o Código Civil, no artigo 1.791, a herança permanece indivisível até a partilha, ou seja, até o inventário. O atraso também pode gerar multas relacionadas ao ITCMD, conforme a legislação estadual.

Além disso, adiar a regularização pode ampliar divergências sobre o uso dos bens e a divisão das despesas. Então, se outro herdeiro falecer nesse intervalo, novas sucessões podem precisar ser consideradas, tornando a documentação e a partilha mais complexas.

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Como o InFamília pode orientar a família após o falecimento?

Quando uma pessoa falece, é comum que a família organize documentos e providências da despedida mesmo com dúvidas sobre o patrimônio deixado. Por isso, contar com uma assistência funerária facilita esse processo.

O InFamília é o plano funerário do Cemitério Jardim da Colina, e conta com suporte nas providências administrativas imediatas do pós-óbito, além de atendimento humanizado 24 horas pela funerária.

Esse atendimento inclui orientação e auxílio na obtenção dos documentos necessários à liberação do corpo e ao registro de óbito, conforme as exigências do caso.

O papel do plano funerário do InFamília é ajudar famílias do ABC Paulista na fase do luto, com orientação para documentação e organização dos serviços funerários, enquanto encaminha a regularização patrimonial aos profissionais responsáveis. 

Você pode esclarecer dúvidas sobre nosso suporte e cobertura contratada conversando com nossa equipe, ou diretamente pelo telefone (11) 5199-1016.

Importante: o procedimento jurídico não faz parte da execução do plano funerário e depende de advogado ou defensor público, conforme a situação.

Leia também: Quais pessoas podem ser os dependentes no plano funerário?

Como funciona o inventário após o falecimento: organize os próximos passos

Compreender o inventário ajuda a organizar a regularização da sucessão, considerando os documentos e o apoio profissional necessários.

Nesse sentido, escolher um planejamento funerário permite preparar os serviços da despedida e contar com orientação para a burocracia imediata. 

Conheça os planos do InFamília e conte com suporte funerário no ABC Paulista, além de orientação administrativa após o falecimento de um ente querido.

Perguntas frequentes sobre como funciona o inventário

Quais são 3 coisas que não entram no inventário?

A indenização do seguro de vida não integra a herança. Já o FGTS e os salários não recebidos podem ser pagos sem inventário, conforme os requisitos legais.

Como funciona o inventário de um imóvel?

O imóvel é identificado e avaliado no inventário. Após a partilha, a escritura pública ou o documento judicial deve ser levado ao Registro de Imóveis.

Todos os herdeiros precisam assinar o inventário?

No extrajudicial, os herdeiros assinam pessoalmente ou por representante habilitado. No judicial, o processo pode seguir sem a concordância de todos.

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